Grande texto do meu amigo Daniel Hack,ele o escreveu quando sua sobrinha estava para se formar no ensino médio...Boa leitura a todos!
Reza o conto que o pardal aspirava ser como a águia. Ansiava para ter o vôo preciso, perfeito, ser forte e ter as asas grandes e frondosas. Ter o olhar calmo e seguro, de uma ave que vislumbra a imensidão e a quietude com a autoridade dos grandes... O desfecho deste conto, a nós não importa. Importa-nos te dizer, que também somos águias. E que ainda alçamos nossos vôos rumo à vida que nos aguarda. Mas que somos águias mais vigilantes, em outra fase da caminhada, e por isso mesmo, podemos observar com muito orgulho, e por que não dizer, até certo ar de arrogância, a precisão das manobras tuas, uma das águias mais jovens do clã.
A liberdade e o desejo de mundo pulsam neste teu coração. Isso nos envaidece. Faz-nos enxergar, a partir dos teus olhos, que existe uma vida se descortinando a sua frente.
A segurança que vem do olhar, a presteza que vem do carinho, o conhecimento que vem da palavra, o afago que vem do abraço, a velocidade da resposta que vem da inteligência, a agressividade que vem da defesa do ponto de vista, o beijo fraterno que vem do amor, tudo... Tudo e muito mais que não cabe aqui, vem de um coração muito maior do que o teu corpo.
Sabemos disso!
Sabemos que já alçaste o vôo para o teu rumo. Não tens mais as asas claudicantes dos que não sabem voar. A cada novo dia, nos fica mais claro o que tu és e será.
O que nos cabe dizer, é que sempre terá em nós, tua família, os olhos vigilantes das águias, mas não para censurar ou mensurar teus passos, muito antes pelo contrário, para nos orgulhar e aplaudir o abrir das tuas asas, numa envergadura como nunca dantes encontrada, para seguir voando na mais bela das aventuras que dispomos: a vida.
Que o conhecimento te traga a liberdade das águias, querida e amada sobrinha.
Da Família que te ama.
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